Estudo sugere que atraso escolar é maior conforme a proporção de professores fora da área de formação

Estudo analisa dados do Censo Escolar que indicam que quase 1 a cada 4 professores do Ensino Médio não possui formação na disciplina que ministra

Os dados do Censo Escolar 2016 mostram que quase um quarto dos professores do Ensino Médio brasileiro não possuía formação superior compatível com as disciplinas que lecionava. No caso de Sociologia e Filosofia, o total de docentes sem formação na área chegava a 84% e 75%, respectivamente. Em que medida isso interfere no aprendizado do aluno? Como afeta a motivação e o interesse do professor? É necessário que o professor tenha formação estritamente compatível com a disciplina ministrada, ou um bom professor é capaz de ensinar qualquer conteúdo, de qualquer disciplina?

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Qualidade de ensino na escola pública: 6 aspectos que todo gestor deve considerar

O título deste texto soa pretencioso e isso me obriga a esclarecer que não se trata de uma ideia “iluminada” ou presunçosa. Os seis passos aqui apresentados foram extraídos do relatório do Instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), elaborado a partir das informações dos questionários da Prova Brasil de 2017, e já foi objeto de análise da repórter Laís Semis. A minha proposta é tão somente deslocar a discussão para a perspectiva da gestão escolar.

Quando se fala em qualidade e equidade em Educação é preciso levar em conta os múltiplos fatores que operam nessa equação. Nesse sentido, considerar o âmbito de governabilidade do gestor e da escola não anula os determinantes macroestruturais como a política educacional e o impacto da desigualdade social no sucesso ou insucesso dos estudantes. Para se ter uma ideia, Japão e Taiwan, países que ocupam, respectivamente, a 2ª e a 4ª posição dentre 73 países avaliados no Pisa (2015), com 538.4 e 532.3 pontos em Ciências, não obtêm o mesmo resultado nas escolas de nível socioeconômico baixo e não atingem a média da OCDE, de 493 pontos. Na França, escolas com alunos de baixa renda obtiveram 100 pontos a menos em leitura. No caso do Brasil, que teve um dos piores resultados do Pisa (2015), com o 63° lugar em Ciências, 59° em leitura e 66° em Matemática, as desigualdades regionais são ainda mais marcantes.

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5 dicas para inspirar a criação de um espaço maker na sua escola

Já pensou em criar um clube ou organizar um espaço mão na massa em sua sala de aula para experimentar a cultura maker com os alunos? Geralmente, quando pensamos em projetos de tecnologia e cultura maker associamos à ideia de que precisamos ter um grande aparato de materiais eletrônicos para tocar esses projetos. Eu quero desmitificar essa ideia neste texto!

Você pode ter o seu próprio espaço e iniciar com materiais simples que incentivem o espírito criativo. Entre esses materiais estão papelão, canetinha, massinhas, retalhos de madeira, fitas, lâmpadas de leds, baterias, motores de 6V e outros objetos que irão auxiliar os estudantes a dar vida à invenções e criações, seguidos de storytelling (contação de histórias).


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