Qual é a importância dos Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil?

 

Primeira atualização após sua publicação há 13 anos, os Parâmetros Nacionais são referência do que é Educação Infantil de qualidade.

Oito áreas focais, 21 princípios e 239 direcionamentos. Assim estão estruturados os Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil, atualizados e recém-lançados pelo Ministério da Educação (MEC) com o intuito de orientar o sistema de ensino com os padrões de referência e organização, gestão e funcionamento de creches e pré-escolas de todo o país. Construído em parceria com diversas entidades ligadas à Educação Infantil e baseado em estudos e relatórios de especialistas, o documento é classificado como um norteador para implementar e avaliar políticas públicas educacionais para crianças de 0 até 5 anos de idade.

Os parâmetros foram atualizados e publicados em dezembro do ano passado, 13 anos após sua primeira versão – que havia sido feita em dois volumes. O material precisou ser republicado para contemplar dispositivos legais criados de 2006 para cá. Dessa forma, os novos parâmetros estão alinhados às legislações vigentes, sendo uma delas a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Plano Nacional de Educação (PNE).

O novo texto contempla, em oito partes, as seguintes áreas: Gestão dos Sistemas e Redes de Ensino; Formação, Carreira e Remuneração dos Professores e demais Profissionais da Educação Infantil; Gestão das Instituições de Educação Infantil; Currículos, Interações e Práticas Pedagógicas; Interação com a Família e Comunidade; Intersetorialidade; Espaços, Materiais e Mobiliários; e Infraestrutura. Na versão de 2006, os dois últimos tópicos fazem parte de um caderno separado. Já nesta, em volume único, reforçam o entendimento de que os parâmetros de infraestrutura também são indicadores de qualidade na Educação Infantil.

Cada área focal é dividida em princípios e parâmetros para nortear as ações de gestores de secretarias de Educação e das instituições de Educação Infantil, professores e profissionais de instituições, bem como familiares e responsáveis de crianças de 0 a 5 anos. A ideia é que cada público utilize o documento de acordo com seu contexto. O fato é que todos encontrarão ali uma série de práticas que ajudarão a aprimorar seu trabalho e repensar o cotidiano educativo.

Pontos de destaque

A revisão do documento, com atualização da legislação e também da estrutura e abordagem, representa um ganho enorme para avançar na melhoria da qualidade da Educação no Brasil. Essa é a opinião de Beatriz Ferraz, que integra o Movimento Todos Pela Educação e colaborou com a construção dos novos parâmetros.

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e diretora da Escola de Educadores, Beatriz observa que “já estamos falando de uma mudança significativa para as políticas públicas de primeira infância em nosso país”. “A partir da identificação das diferentes áreas com seus respectivos atores e a busca por maior clareza acerca da perspectiva de um trabalho conjunto e colaborativo, estamos valorizando a Educação na primeira infância como um direito da criança e de suas famílias que precisa ser tratado com o maior respeito e ser reconhecido no enorme potencial que tem na vida deles”, afirma.

Um aspecto importante para a analista de Conhecimento Aplicado da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Karina Fasson, foi a inclusão de uma seção que aborda as práticas intersetoriais, considerando a atenção integral e integrada à criança, tal como colocado pelo Marco Legal da Primeira Infância, aprovado em 2016. Para Karina, que é mestre em Sociologia pela USP e especialista em Gestão Pública pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), ao fazer isso, o documento promove avanços. Outro ponto de destaque é a área focal 4, que aborda as questões de currículo e práticas pedagógicas sob os paradigmas trazidos pela BNCC. “Uma prática pedagógica qualificada é o que realmente vai ter impacto positivo para o desenvolvimento da criança”, afirma.

Por ter como principal bandeira a Educação Infantil, a fundação, que também atuou na elaboração dos parâmetros, vem observando desde os anos 2000 um crescimento significativo do percentual de crianças matriculadas em creches e pré-escolas. O próprio Censo Escolar, divulgado no início de fevereiro, aponta que embora o Brasil tenha registrado um recuo no número de alunos matriculados, houve um crescimento de 5,38% nas matrículas em creches.

Por outro lado, essa expansão de vagas não necessariamente significa melhoria na qualidade do ensino, segundo Karina. “Muitos estudos dão pistas de que a qualidade das nossas creches e pré-escolas deixa a desejar”, diz. Um estudo do Ministério da Educação, conduzido pela Fundação Carlos Chagas em 2010 em seis capitais brasileiras sobre a qualidade de creches e pré-escolas, mostrou que em uma escala de 0 a 10, a média de pontuação das creches foi de 3,3 e das pré-escolas de 3,4.

Além disso, conforme a analista, existe ainda no Brasil a ideia de que não é necessário haver profissionalização na Educação Infantil, sobretudo em creches. Há uma “crença” de que qualquer um (ou qualquer uma, considerando a quase totalidade de mulheres) pode cuidar de uma criança. “A Educação Infantil não é apenas direito das famílias trabalhadoras que precisam de um lugar para deixar seus filhos com segurança, é também um direito da criança”, reforça Karina. Segundo ela, estudos comprovam que uma Educação Infantil de qualidade pode ter um “um grande impacto no desenvolvimento de crianças em situação de vulnerabilidade”. “A Educação Infantil é fundamental para o desenvolvimento integral (cognitivo, físico, emocional e social) da criança, bem como para a consolidação de uma base que a permita aprender ao longo da vida”.

O Censo Escolar aponta que o número de crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creches passou de 3,4 milhões em 2017 para 3,6 milhões em 2018. Dados disponíveis no Anuário Brasileiro de Educação 2018 mostram que apenas 34,1% ds crianças na faixa etária correta estariam matriculadas. Além disso, segundo o levantamento, houve um aumento na desigualdade, quando se considera famílias mais ricas e mais pobres: dos 25% mais pobres, apenas 26% estão matriculados, sendo que dos 25% mais ricos, 55% estão matriculados.

Os levantamentos nos mostram que o que é preciso melhorar é a oferta oferta de vagas e que isso tem um impacto direto na equidade. “É fundamental que se garanta vagas também para os mais vulneráveis se quisermos avançar no sentido da diminuição das desigualdades sociais”, afirma a analista da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Impacto dos parâmetros

O estabelecimento dos Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil é um enorme avanço, mas sem uma aplicação no dia a dia o documento corre o risco de virar texto de prateleira. Para isso, os parâmetros devem nortear o trabalho de secretários de Educação, técnicos das secretarias, diretores, coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais. Mas não somente. Para Beatriz Ferraz, com o documento em mãos, diferentes atores, inclusive professores, pais e demais responsáveis podem avaliar a qualidade dos projetos pedagógicos e do cotidiano em creches e pré-escolas, tendo referências para tomada de decisões em relação às mudanças que devem ser implementadas para melhorar a qualidade da Educação em suas instituições.

A especialista garante que os parâmetros têm potencial de ser indutores para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas de qualidade para a etapa da Educação Infantil, na medida em que estabelecem padrões de referência orientadores, alinhados às legislações vigentes, para o sistema educacional no que se refere à organização e ao funcionamento das instituições de Educação Infantil públicas e privadas.

Karina Fasson lembra, contudo, que o documento não traz necessariamente uma garantia de promoção da qualidade, considerando que trata-se de um guia orientador e não mandatório, como as Diretrizes Curriculares, atualizadas em 2009, e a própria BNCC. “Consideramos o material importante para que as redes e as unidades de Educação Infantil tenham orientações sobre o que é uma creche e uma pré-escola de qualidade”, ressalta. A expectativa é que todos os atores envolvidos façam bom uso das mais de 80 páginas de informações que permeiam a vida de crianças desde o seu nascimento à pré-escola.

GLOSSÁRIO

Parâmetros. Parâmetros podem ser definidos como referência, ponto de partida, ponto de chegada ou linha de fronteira. Por exemplo, a formação esperada do profissional de Educação. Os parâmetros aqui apresentados sugerem também práticas a serem executadas por diversos atores do processo educativo.

Diretrizes. Aspectos norteadores e legais. São orientações para estabelecer, por exemplo, acesso, inclusão e equidade, qualidade, igualdade de gênero, oportunidades de aprendizado e desenvolvimento ao longo da vida etc. Princípios: fundamentos a que se propõe. A razão ou o que explica a importância das práticas propostas. Princípios devem ser internalizados, consultados e devem guiar as práticas propostas. Indicadores: instrumento de quantificação para aferir o nível de aplicabilidade do parâmetro. Parâmetros são mais amplos e genéricos, indicadores mais específicos e precisos. Indicadores, enquanto medidas quantitativas, podem ser usados para verificar o andamento ou a qualidade dos processos de implementação das Políticas Públicas de Educação Infantil. Exemplo, taxa de matrícula das crianças de 4 a 5 anos em pré-escolas, percentual de Professores da Educação Infantil com curso superior completo. Público-alvo: Gestores de Secretarias de Educação; Gestores das Instituições de Educação Infantil, tais como, Diretores e Coordenadores pedagógicos ou equivalentes; Professores e profissionais de apoio de Instituições de Educação Infantil, bem como familiares e responsáveis de crianças de 0 a 5 anos.

Propósitos. A finalidade de definir os parâmetros de qualidade está relacionada ao intuito de estabelecer os requisitos necessários para uma Educação Infantil que possibilite o desenvolvimento integral e integrado da criança até os 5 anos de idade, em seus aspectos físico, motor, psicológico, intelectual, cognitivo, socioemocional e comportamental. Dessa forma, o documento apresentado de Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil baseia-se no fundamento de que as crianças têm potenciais a serem desenvolvidos e incentiva a formação de arranjos num propósito compartilhado e intersetorial. Ainda, apresenta parâmetros suficientemente amplos para abarcar diferenças regionais, flexíveis para permitir que as manifestações institucionais locais e ações culturais tenham espaço para desenvolver-se por meio de critérios específicos, favorecendo a criação de referências locais, de fácil aplicação e monitoramento.

Fonte: Qual é a importância dos Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil?

Como levar a realidade virtual para suas aulas.

Saiba como produzir óculos 3D com a sua turma e romper com os limites da sala de aula

O uso da realidade virtual nas aulas permite a interação, possibilidades de aprendizagem diferenciadas e adaptação do ensino considerando as necessidades individuais dos estudantes. Com os recursos digitais, os alunos que possuem alguma dificuldade de acompanhar o aprendizado poderão sentir mais confiança. A ideia de um custo alto não pode ser considerado um desafio, já que é possível criar, por exemplo, óculos 3D com a turma e usufruir dos benefícios da realidade virtual no processo de aprendizagem.

A realidade virtual é uma tecnologia de interface entre um usuário e um sistema operacional. O objetivo é o de recriar ao máximo a sensação de realidade. Geralmente, a ideia de realidade virtual está mais conectada à visão, mas ela pode contemplar todos os nossos sentidos (além da visão, paladar, tato, olfato e audição) em um ambiente virtual. Ela pode ser explorar de várias formas. Os óculos de realidade virtual (VR) funcionam de uma maneira simples: basta baixar, pelo celular, as fotos ou os vídeos em 360º graus (que são imagens tiradas em sequência e agrupadas), permitindo a visão virtual. Depois, é só colocar o aparelho dentro dos óculos e vivenciar esse momento.

As imersões em ambientes virtuais propiciam a reprodução de vivências e experiências que facilitam a compreensão do currículo, tornando mais atrativo, envolvente e significativo – em qualquer componente curricular.

Produzindo os seus óculos

Google Cardboard é uma plataforma de realidade virtual desenvolvida pelo Google para usar no smartphone. A plataforma foi concebida com o propósito de gerar acessibilidade à realidade a virtual. Ela traz também a montagem e operação do visualizador (os óculos VR). O Google também fornece o modelo dos óculos Google Cardboard, então você pode imprimir este material e montar com seus alunos.

Materiais Google Cardboard
– Molde do Google Cardboard
– Duas lentes específicas
– Papelão
– Ímã
– Velcro
– Elástico
– Tesoura
– Cola quente
– Celular e ou smartphone com sistema operacional Android

Source: Como levar a realidade virtual para suas aulas

Quem são os novos secretários estaduais de Educação em todo o Brasil

A primeira versão desta reportagem citava incorretamente Laura Souza como secretária de Educação em Alagoas. O titular da pasta é Luciano Barbosa. A informação foi corrigida.

Crédito: Getty Images

A troca de gestões estaduais marca também mudanças nas Secretarias de Educação. Pelo menos 19 estados brasileiros terão nova chefia na pasta. Confira quem permanece no cargo e quem assume e conheça um pouco de suas trajetórias profissionais:

ACRE
Mauro Sérgio Ferreira da Cruz

Especialista em Gestão Escolar pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Mauro Sérgio é vice-diretor de ensino da Faculdade Diocesana São José e coordenou o grupo de Educação da equipe de transição. Pós-graduado em Filosofia com habilitação em História e Sociologia e graduado em Teologia, Mauro aproximou a Igreja Católica no Acre do grupo liderado por Gladson Cameli, eleito governador. Ele também passou pela Fundação Bradesco. Na pasta de Educação, Cultura e Esporte, o secretário afirmou que dará assistência para as mais de 440 escolas rurais do Acre. Entre seus principais objetivos está a erradicação do analfabetismo no estado, que atinge 13%.

ALAGOAS
Luciano Barbosa

Graduado em Engenharia, com mestrado em Economia pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, foi secretário de Educação de Alagoas, antes de deixar o cargo em abril para se candidatar a vice-governador nas eleições de 2018. Foi ministro da Integração Nacional (2002-2003) e prefeito do município de Arapiraca, eleito em 2004 e reeleito em 2008. No mesmo município, ele ocupou também o cargo de secretário de Educação (1993/1996) e secretário de Finanças e de Saúde (1997/2004). No estado, foi secretário estadual dos Transportes e Obras e de Administração (1995/97). Atuou como coordenador do Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e assumiu a Secretaria de Planejamento e Orçamento do Ministério da Justiça, em 1999.

AMAZONAS
Luiz Castro Andrade Neto

É formado em Magistério, num curso técnico pela Padre Anchieta, e em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Nascido em São Paulo, ele está no Amazonas desde 1977. Nos primeiros anos em Envira foi professor e agricultor. Foi prefeito de Enira de 1983 a 1988 e de 1993 a 1998. Eleito deputado estadual de 1998 a 2018, ele também foi presidente do Instituto de Cooperação Técnica Intermunicipal e secretário estadual de Produção Rural nos anos de 2003 a 2005. Entre as prioridades de sua pasta, ele elenca a gestão mais eficiente de recursos e a busca de uma solução para mais de 750 professores contratados em regime de emergência, que expirou em dezembro.

AMAPÁ
Maria Goreth da Silva e Sousa

Maria Goreth da Silva e Sousa é pedagoga, servidora pública há 30 anos, especialista em Administração Escolar, especialista em Educação pela Fundação Getúlio Vargas. Possui MBA em Gestão de Pessoas e Mestrado em Planejamento Governamental em Políticas Públicas. Foi diretora-presidente da Escola de Administração Pública do Amapá (EAP), no período de 2003 a 2010 e secretária de Estado da Administração, no período de 2015 a agosto de 2016. Atualmente exerce a função de Secretária de Estado da Educação do Amapá.

BAHIA
Jerônimo Rodrigues

Depois de um mês de incerteza, o governador Rui Costa (PT) confirmou o nome de Jerônimo Rodrigues, coordenador da sua campanha de reeleição, para assumir a Secretaria de Educação (SEC) do estado às vésperas do início do ano letivo. Era o último estado que faltava definir seu secretariado. Jerônimo possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com especialização e mestrado na área. Passou pelas Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e Secretaria de Planejamento do estado da Bahia e por secretarias do Ministério do Desenvolvimento Agrário. É professor assistente do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), e até julho de 2018 ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento Rural do Governo da Bahia.

CEARÁ
Eliana Nunes Estrela

Formada em Pedagogia pela Universidade Regional do Cariri (Urca), Eliana é especialista em Educação pela mesma instituição, e em Gestão Pública pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF – Minas Gerais). Também é mestre em Gestão e Avaliação Pública pelo Caed. Atuou como professora, gestora escolar e coordenadora na rede pública estadual de ensino. Assumiu a frente da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) 18, no período de 2007 a 2012. De fevereiro de 2013 a agosto de 2014 e depois de março de 2015 a dezembro de 2018, coordenou a Crede 19. É funcionária de carreira da UFCA, desde 2014. Entre suas apostas está o fortalecimento do protagonismo estudantil, envolvendo os jovens na gestão escolar.

DISTRITO FEDERAL
Rafael Parente

Foi subsecretário na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro de 2009 a 2013, na primeira gestão de Eduardo Paes (MDB). No Rio, ele implementou uma plataforma online colaborativa de aulas digitais chamada Educopédia. Doutor em Educação pela Universidade de Nova York, Rafael também é CEO da startup de educação Conecturma, presidente do Centro de Excelência e Inovação em Política (Ceipe), e cofundador do Movimento Agora. Entre suas ideias está a criação de uma espécie de “conselho de notáveis” da área para encontros trimestrais, com o objetivo de discutir os rumos da educação pública no DF.

ESPÍRITO SANTO
Vitor Amorim de Angelo

Com 36 anos, ele é Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos e formado em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Desde 2011, atua como professor de Ciência Política na Universidade de Vila Velha, onde é também coordenador do Programa de Pós Graduação em Sociologia Política, no qual dá aulas no curso de Relações Internacionais e das pós-graduações em Segurança Pública e Sociologia Política. Em entrevista, ele afirmou que vai continuar investindo em Educação Integral no programa Escola Viva, combate ao abandono e à evasão escolar e planejamento para metas de curto, médio e longo prazo.

GOIÁS
Fátima Gavioli

Ex-secretária de Educação de Rondônia. Mestre em Educação e Licenciada em Letras e Pedagogia, Fátima possui pós graduação em Gestão Pública pelo Centro de Liderança Pública de São Paulo (CLP-SP), além de bacharel em Direito. Atua como consultora da Fundação Lemann, mantenedora de NOVA ESCOLA. Nascida no Paraná, ela reside em Rondônia desde os anos 1980. Trabalhou durante alguns anos como boia fria e empregada doméstica, antes de atuar como professora em Rondônia. Fátima participou de processos seletivos para gerenciar Secretarias de Educação em Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, sendo aprovada em todos eles. Fátima optou pela gestão goiana por sua afinidade com o programa de Ronaldo Caiado.

MARANHÃO
Felipe Camarão

Ele ocupa o cargo de secretário de Educação desde 2016. Antes disso, ele passou pelas pastas de Cultura e Gestão e Previdência. Com formação e mestrado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), iniciou sua carreira à frente do Procon-MA e, posteriormente, chefiou  o escritório de representação da Advocacia-Geral da União, em Imperatriz, mesmo local em que foi procurador-chefe da Procuradoria Seccional Federal do município. Também ocupou o cargo de procurador-chefe da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS. É professor de Direito em cursos de pós- graduação e de graduação da UFMA, presidente da Fundação da Memória Republicana, membro da Academia Ludovicense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

MATO GROSSO
Marioneide Angelica Kliemaschewsk

Sem mudanças na pasta. Marioneide assumiu a secretaria em abril do ano passado. Com uma carreira na Educação Básica, ela é servidora efetiva da rede municipal há 30 anos, tendo atuado no Ensino Fundamental como professora e diretora. Dos 30 anos de chão de escola, 13 foram dedicados à direção. Na gestão pública, ocupou o cargo de secretária municipal em Cuiabá e foi secretária-adjunta de Gestão Educacional e Inovação na Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer do Mato Grosso. É graduada em Pedagogia, Administração de Empresas e Economia, pós-graduada em Recursos Humanos e Gestão Escolar.

MATO GROSSO DO SUL
Maria Cecilia Amendola da Motta

Assumiu o cargo em 2015 e segue no comando da secretaria. É presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e vice-presidente da Organização Mundial para Educação Pré-Escolar (OMEP) na Região Centro Oeste desde 2008. Foi secretária municipal de Educação de Campo Grande, presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) de Mato Grosso do Sul e vice-presidente da Undime Nacional, além de membro do Conselho Estadual de Educação do estado. Sua formação é em Pedagogia com habilitação em Administração e Supervisão, Ciências Biológicas e especialista em Didática do Ensino Superior, Ecologia e Gestão de Cidades. É mestre em Educação na área de Políticas Públicas para a Infância.

MINAS GERAIS
Julia Sant’Anna

Servidora concursada do estado do Rio de Janeiro na carreira de especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Na pasta, atuava como assessora especial de infraestrutura e tecnologia. Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui mestrado em Globalização e Desenvolvimento Latino-Americano na Universidade de Londres e doutorado em Ciência Política na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Foi membro do programa de Lideranças da Fundação Lemann, mantenedora de NOVA ESCOLA, que oferece bolsas de estudos para talentos com foco em impacto social.

PARÁ
Leila Freire

Pedagoga pela Universidade do Amazonas (UNAMA), é especialista em Alfabetização e Educação Infantil pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), tem mestrado em Educação e em Gestão e Avaliação da Educação Pública. Já ocupou o cargo de secretária de Educação dos municípios de Ananindeua e Benevides e foi professora no Ensino Superior.

PARAÍBA
Aléssio Trindade

Segue no cargo que assumiu em 2015. Foi secretário de Educação Profissional e Tecnológica no Ministério da Educação (MEC) e é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) desde 1994. Possui graduação em Engenharia Elétrica pela Federal da Paraíba (UFPB), mesma área em que é mestre e doutor. Foi diretor de Ensino do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), reitor do Instituto Federal de Brasília (IFB) e coordenador da Câmara Técnica de Pesquisa e Inovação do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), instituição na qual também assumiu o cargo de diretor de desenvolvimento.

PARANÁ
Renato Feder

Durante 8 meses, trabalhou como assessor voluntário da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). Foi professor no Instituto Mackenzie e diretor do Colégio ALEF. É sócio e CEO da Multilaser, empresa do segmento de eletrônicos e informática. Também é CEO da Aluno 10, empresa de tecnologia educacional focada em reforço escolar. É co-autor do livro “Carregando o Elefante” e co-fundador do Ranking dos Políticos, que avalia o desempenho de senadores e deputados federais.

PERNAMBUCO
Fred Amâncio

Ocupa o cargo de secretário de Educação desde 2015. Antes disso, chefiou as secretarias estaduais de Saúde, Desenvolvimento Econômico e Planejamento e Gestão. Ocupou outros cargos públicos como coordenador de planejamento e acompanhamento na Secretaria da Fazenda de Pernambuco e, ainda, o de diretor de legislação e tributação e de secretário-executivo de coordenação-geral. Foi presidente e vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape. Formado em Administração e Direito pela Federal de Pernambuco (UFPE), é pós-graduado em Economia Aplicada à Gestão Fiscal e tem MBA em Gestão de Negócios em Petróleo e Gás, ambos Fundação Getúlio Vargas (FGV).

PIAUÍ
Helder Jacobina

Assumiu a secretaria em abril de 2018. Ainda na pasta, foi superintendente de gestão e secretário interino. Na Secretaria Estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência foi diretor de gestão e, posteriormente, assumiu a chefia da pasta. Foi vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil do Piauí, consultor do gabinete da auditoria do Tribunal de Contas do Piauí, professor do Centro Unificado de Ensino Superior, da Escola Superior de Advocacia e professor convidado Universidade Estadual do Piauí (Uespi). Sua formação é em Direito pela Uespi e é especialista em Controle da Administração Pública.

RIO DE JANEIRO
Pedro Fernandes

O governador Wilson Witzel escolheu o ex-secretário de Meio Ambiente do município do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes, para comandar a Secretaria de Estado da Educação. Pedro também já foi secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do estado e da capital do Rio, e passou pela chefia da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia. É cirurgião dentista, professor universitário, mestre pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), pós-graduado em políticas públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e fez cursos de extensão em universidades do exterior. Na Secretaria de Educação, Pedro tem o desafio de atingir as metas propostas por Witzel: criar duas novas escolas militares, disponibilizar uniformes e regularizar o transporte rural já nos primeiros 100 dias de governo, além de qualificar professores da rede estadual e melhorar o desempenho escolar dos alunos no primeiro semestre do ano.

RIO GRANDE DO NORTE
Getúlio Marques

Getúlio Marques ficará à frente da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (Seec). Ele é engenheiro especialista em Engenharia de Sistemas e mestre em Engenharia de Produção. Professor aposentado pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), foi o idealizador do programa de expansão da Educação tecnológica e coordenou a criação dos Institutos Federais pelo país. Já trabalhou no MEC, como coordenador de Orçamento e Planejamento, diretor da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e secretário adjunto da Secretaria de Ensino Tecnológico.

RIO GRANDE DO SUL
Faisal Karam

É formado em Administração de Empresas pela Unisinos. Concorreu a deputado estadual nas eleições de 2018 pelo PSDB, mesmo partido do governador eleito Eduardo Leite, mas ficou como suplente. Foi prefeito do município de Campo Bom entre 2009 e 2016, período em que recebeu uma série de prêmios de reconhecimento de gestão. Desenvolveu o Projeto Acolher, que ofereceu atividades a crianças e adolescentes no contraturno escolar. Na cerimônia de posse do secretário, o diretor do Departamento de Logística da Secretaria de Educação (Seduc) ressaltou os bons resultados do Ideb de Campo Bom no período em que Faisal foi prefeito, fazendo os anos finais do Ensino Fundamental saltarem de 4,8 para 6.

RONDÔNIA
Suamy Vivecananda Lacerda de Abreu

O secretário de Educação de Rondônia está na rede pública estadual de ensino há 30 anos. Iniciou sua carreira docente dando aulas para turmas multisseriadas. É formado em História pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR) com especialização em Administração Escolar e Supervisão Escolar. De acordo com informações do G1, uma de suas monografias da especialização serviu de modelo para a criação do “Projeto Terceirão na Escola Pública”, implantado na Escola Estadual João Bento da Costa, na qual foi diretor por sete anos. Segundo o novo secretário, sua equipe vai priorizar a etapa do Ensino Médio e fortalecer os órgãos de controle interno das escolas estaduais.

RORAIMA
Leila Perussolo

Depois de ter passado por um período de intervenção federal que afastou sua governadora e os secretários, o estado de Roraima vive uma situação delicada. O governador eleito Antonio Denarium (PSL) foi o interventor federal em 2018 e decretou calamidade financeira no estado já na primeira semana da pasta desde o período da intervenção e afirmou, no Natal, que a Educação cortaria até 50% dos cargos comissionados e desativaria o Ensino Integral de sete escolas no estado. É formada em Direito, História e Pedagogia, e doutora em Ciências da Educação. Já foi pró-reitora da Universidade Estadual de Roraima (UERR), diretora da Escola do Legislativo e consultora de Educação e Cultura do MEC.

SANTA CATARINA
Natalino Uggioni

Graduado em Ciências pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), ele tem mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Antes de assumir a Secretaria de Estado da Educação, foi superintendente do Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina, com foco em gerenciamento de estágios, projetos de inovação, consultoria em sistemas de gestão da inovação e melhoria da competitividade industrial. Na primeira reunião da equipe da Secretaria, o novo secretário mencionou parcerias com entidades de tecnologia da informação como aposta para motivar os estudantes a permanecer na escola e combater a evasão.

SÃO PAULO
Rossieli Soares

Ele acaba de deixar o comando do Ministério da Educação (MEC), onde foi ministro por sete meses, para chefiar a maior rede de ensino do Brasil e da América Latina. Formado em Direito, Rossieli tem mestrado em Gestão e Avaliação Educacional pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Antes de liderar o MEC, foi Secretário de Educação Básica e Secretário de Estado da Educação do Amazonas. Como ministro, participou ativamente da reformulação do Novo Ensino Médio e homologou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da etapa, além de ter sido secretário executivo do comitê gestor da BNCC da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, em 2017.

SERGIPE
Josué Modesto dos Passos Subrinho

No Sergipe, as pastas de Educação, Esporte e Cultura foram unificadas sob uma mesma Secretaria (Seduc), comandada por Josué Modesto. Ele é economista pela Universidade Federal do Sergipe (UFS), instituição na qual chegou a ser vice-reitor e reitor entre 1996 e 2011. Também foi reitor pró-tempore da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) entre 2013 e 2017. Ex-secretário da Fazenda do Estado de Sergipe, Josué assumiu a Secretaria de Educação em abril de 2018 e permanece na pasta com a reeleição do governador Belivaldo Chagas (PSD). Pela nova estrutura, além das funções de gestão da Educação estadual, a Seduc será responsável pela administração, ampliação e melhoria dos espaços esportivos como estádios, praças e equipamentos desportivos e de lazer; política estadual de cultura; fomento à cultura e às artes, preservação, guarda e gestão do patrimônio estadual e administração dos equipamentos culturais e artísticos.

TOCANTINS
Adriana da Costa Pereira Aguiar

Sem mudanças no comando da pasta da Educação. Adriana assumiu a chefia da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) pela segunda vez em março de 2018. Formada em Pedagogia pela Universidade de Gurupi (UNIRG/TO), ela se especializou em Planejamento, Orientação Educacional e Gestão Escolar. Em sala de aula, já trabalhou com alfabetização, Educação especial e Ensino Médio. Como gestora, foi coordenadora, supervisora escolar e diretora. Neste último cargo, ela exerceu por 10 anos na Escola Estadual Presidente Costa e Silva, pela qual ganhou o Prêmio Gestão Escolar em 2011. Sua carreira na gestão pública teve início em 2012, ao assumir a Diretoria Regional de Educação de Gurupi, de onde saiu para comandar pela primeira vez a Secretaria de Estado da Educação e Cultura do Tocantins em 2014.

Fonte: Quem são os novos secretários estaduais de Educação em todo o Brasil